segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Escamas

Algo como escamas caiu dos olhos de Saulo (Atos 9:18). Saulo de Tarso, de quem trata o episódio que lemos hoje, mais tarde adotou o nome de Paulo, sob o qual ficou conhecido como o grande apóstolo que dedicou toda a sua vida a divulgar a mensagem do amor de Jesus Cristo, e a quem devemos grande parte do Novo Testamento. Antes de conhecer a Cristo, porém, ele praticou atos que de forma alguma agradaram a Deus. Era um fanático adversário de Jesus e, caso encontrasse homens ou mulheres que o seguissem, ele os perseguia, prendia e, se possível, até os enviava à morte. Foi necessária uma intervenção direta de Jesus, narrada logo antes do texto bíblico que você acabou de ler, para que ele reconhecesse como estava cego em seu fanatismo. E para que isso se tornasse bem evidente, naquele instante ele ficou também fisicamente cego até receber a visita de Ananias. Muitos ainda estão cegos como Saulo. Vivem no mundo cumprindo suas obrigações, mas longe de uma vida que agrade a Deus. Quando percebem isso, alguns se arrependem, porém o peso da culpa é tão grande que nem conseguem se imaginar perdoados por Deus. Vivem por viver, dia após dia e, como Saulo, parecem ter escamas diante dos olhos, cegos para o imenso amor de Deus. Mas Ele está aí e, para quem deixar Jesus agir, essas escamas espirituais cairão para revelar a nova vida de paz com Deus, completamente regenerada, como aconteceu com Saulo. É um momento precioso, de receber perdão e alegria, quando experimentamos um pouquinho do céu por meio da restauração em Cristo Jesus e do misericordioso amor de Deus. Que as escamas que obstruem o nosso entendimento a nos impedem de enxergar a majestade de Deus possam cair por terra, e com novos olhos cheios de esperança possamos fixar-nos no alvo que é a razão de nossa vida: Jesus Cristo. – APS

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

NOVO ÂNIMO

O Senhor deu esta ordem a Josué, filho de Num: Seja forte e corajoso, pois você conduzirá os israelitas à terra que lhes prometi sob juramento, e e u mesmo estarei com você (Deuteronômio 31:23). O medo tem um poder destruidor muito grande. Ele paralisa, não deixa agir, amarra as mãos. Será que era assim que o povo de Israel se sentia após a morte de Moisés, seu grande líder? Ele tinha o respeito do povo, conhecia bem a Deus e parecia ser a pessoa mais bem preparada para a árdua tarefa de conduzir Israel a Canaã. Porém, os planos do Senhor eram outros e ninguém é insubstituível em sua obra. Aliás, se Deus tem o comando nas mãos, não importa quem esteja à frente; afinal, o líder é Deus, não o homem. No entanto, todos estavam desolados, sem rumo, com um desafio enorme diante deles, sem saber por onde começar. Imagino um olhando para o outro, dizendo: “E agora?”. Parecia não haver esperança. Moisés, que buscava em Deus a solução para cada problema e encontrava uma saída diante dos obstáculos, já não existia mais. Como ficariam as coisas agora? Quem seria o líder? Como o plano de conquistar a Terra Prometida tinha sido elaborado pelo próprio Deus, Ele mesmo seria o responsável pelo desafio. Ele convocou Josué, que fora treinado por Moisés durante a caminhada pelo deserto, para essa árdua tarefa. Também animou-o, lembrando que estaria ao seu lado assim como estivera com Moisés. Mas Josué precisava de coragem para cumprir o plano divino. No texto que lemos hoje, Deus repete a expressão “Seja forte e corajoso” três vezes. Alguém disse que “Coragem não é ausência de medo, mas domínio sobre ele”. É ter consciência do perigo e agir da forma certa. Deus disse que estaria com Josué e deu as orientações necessárias para que ele tivesse sucesso em sua tarefa: deveria ser fiel ao Senhor e apegar-se à sua Palavra. O mesmo vale para nós, hoje. Temos muitos desafios, mas confiando em Deus recebemos a ajuda necessária para vencê-los. – HS

domingo, 18 de novembro de 2012

Detesto

Estas seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a sua alma abomina: (Provérbios 6:16). Hoje de manhã minha esposa comentou um texto devocional que havia lido. Fiquei impressionado, pois nunca tinha parado para refletir sobre as coisas que Deus detesta. Primeiramente, gostaria de relatar sete coisas que eu detesto: (1) não gosto de jiló, (2) não gosto de ficar com fome, (3) não gosto de cobrar quem me deve, (4) não gosto de ser tratado de forma diferenciada, (5) não gosto de ver meu carro sujo, (6) não gosto de ficar devendo a ninguém e, por fim, (7) não gosto de um certo canal de TV. Provavelmente, cada um de nós pode selecionar sem dificuldade aquilo de que menos gosta. Eu, pelo menos, não fiz muito esforço para criar a minha lista. Na verdade, se formos cristãos, ou seja, se nossa vida tiver Cristo como alvo, é necessário gostarmos daquilo que Jesus aprecia e detestar o que Ele detesta. Ele é o nosso alvo (Filipenses 3:13-14)! E, afinal, (1) um jilozinho não faz mal a ninguém, (2) ficar faminto esporadicamente não mata ninguém, (3) cobrar os inadimplentes faz-se necessário, (4) revelar atitudes dos menos avisados é salutar, (5) deixar o carro sujo às vezes é aceitável, (6) pedir emprestado em casos especiais é uma solução, (7) e assistir ao noticiário daquele canal de TV às vezes pode ser bastante útil. Enfim, o que mais me impressiona nisso tudo é que talvez não nos lembremos de detestar aquilo que o Senhor detesta. No texto básico de hoje encontramos sete coisas que o Senhor detesta. Qual é sua posição com relação a elas? Possivelmente algo tenha de mudar… aquilo que desagrada ao Senhor precisa desagradar a nós também. Muitas vezes estamos tão preocupados com os nossos desejos pessoais, com aquilo de que gostamos ou não, que deixamos de combater o que o Senhor detesta em nós. E você: já verificou suas preferências? – DMS

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Gratidão

Jesus perguntou: Não foram purificados todos os dez? Onde estão os outros nove? (Lucas 17:17). Todos nós passamos por lutas e dificuldades. Diariamente há problemas que nos afligem e nos preocupam. E não adianta iludirmos a nós mesmos, achando que não temos dificuldade alguma. Esta realidade leva-nos, na maioria das vezes, a clamar a Deus por auxílio. Isso faz parte do ser humano, pois, por mais descrente que seja, na hora da dificuldade ele vai gritar: “Jesus, Mestre, tem piedade de nós”, como aqueles leprosos do nosso texto. Até o ateu, quando o avião está caindo ou quando está no leito de morte num hospital, clama a Deus. Esta é a natureza humana, que tem necessidade de clamar por socorro. Até aí, tudo bem! Todos fazem isso. Somos todos como aqueles dez leprosos – temos nossos problemas e clamamos a Deus por ajuda. Mas, num segundo momento, em qual dos grupos nos encaixamos? Do samaritano que retornou ou dos nove leprosos que nem se lembraram de agradecer? Quantas vezes passamos dias ou até meses orando e intercedendo por algo que queremos ou de que precisamos. Será que quando recebemos a resposta a essas orações não deveríamos passar no mínimo o mesmo tempo em oração agradecendo pelo que Deus nos deu? O problema, na maioria das vezes, não é que não passamos o mesmo tempo agradecendo quanto passamos pedindo. O problema é que sequer nos lembramos de agradecer. Estamos geralmente mais próximos do grupo dos nove leprosos, que nem retornamos para falar com Jesus. Como você tem correspondido às respostas de oração que Deus lhe tem dado? Quanto tempo você tem tirado para manifestar a sua gratidão pelo que Deus tem feito por você? Você tem-se identificado mais com os nove leprosos ou com aquele samaritano que retornou para agradecer a Jesus? – CK

sábado, 10 de novembro de 2012

Nova Aliança

Eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados (Hebreus 8:12). O capítulo 8 de Hebreus traz uma gloriosa descrição da nossa posição como cristãos. Estamos em um nova aliança com Deus. Quais suas vantagens? Ela pode ser inscrita em nossa mente e nosso coração. Não está restrita como promessa a um único povo, mas destina-se a todos. Também traz a oferta do perdão dos pecados a cada nova geração. Outra informação necessária sobre essa nova aliança é que ela substitui aquela que Deus havia feito antes apenas com o povo de Israel. Como a nova é superior, por que a antiga permaneceria? Todavia, por incrível que pareça, essa aliança inferior vive sendo tirada do baú pela religiosidade atual. São sacerdotes, rituais, obras, sacrifícios, liturgias, símbolos, atribuição de poder a lugares “santos” e outras superstições dando vida nova àquilo que na verdade já morreu. A nova aliança está presente em quase tudo o que Jesus ensinou sobre o Reino de Deus. Há sempre ali uma nota de alegria. A ovelha perdida, o filho pródigo, a moeda, a semente de mostarda, o grande banquete, os trabalhadores da última hora, felizes pela generosidade do dono da vinha, a alegria da samaritana… que coisa gloriosa, essa nova aliança! Você já havia percebido esse honroso e imerecido lugar que Deus lhe concede? Já mediu o tamanho da riqueza? Já se imaginou como companheiro eterno dos apóstolos e do mártires? Creio que Paulo estava pensando nisso quando escreveu o primeiro capítulo da carta aos Efésios (confira). Expliquemos agora o título. O autor ressalta toda essa grandeza para depois nos avisar: Os que rejeitaram aliança inferior sofreram grande castigo. Depois alerta para o castigo que merecerá quem insultar o Filho de Deus e profanar o sangue dessa nova aliança (Hebreus 10:29). Toda sua descrição desemboca depois nesse solene aviso. A nova aliança com Deus por meio de Jesus merece toda a nossa dedicação. – MJT

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Honrar a Deus

Proclamem a grandeza do Senhor comigo; juntos, exaltemos o seu nome (Salmos 34:3). Honrar a Deus significa dignificá-lo. É distingui-lo em tudo, dando-lhe prioridade em nosso viver. O nosso Deus merece isso e muito mais. Ele será entronizado nos céus e deve ser exaltado; esteve presente na terra na pessoa do Senhor Jesus Cristo e deverá ser honrado no novo céu e nova terra, eternamente. No Antigo Testamento lemos que os israelitas foram sempre chamados a honrar a Deus. Moisés fez isso quando experimentou o seu poder em tirá-los do Egito, caminhar com o povo no deserto escaldante e abrir o Mar Vermelho para que pudessem atravessá-lo (Êxodo 15). Quando adoramos a Deus, achegamo-nos à sua presença para honrá-lo por quem Ele é, pelo seu poder, por tudo o que Ele significa para nós e pelo que tem feito em nossa vida. O salmista pede a cada um de nós que provemos o Senhor, e então saberemos que Ele verdadeiramente é bom (Salmos 34:8) – e muito mais do que bom! Eu sei disso: Ele faz maravilhas! Esteve comigo em cada desafio, “abrindo o Mar Vermelho”, por isso vou adorá-lo e honrá-lo com todos os fiéis. Para honrar a Deus é necessário que estejamos comprometidos com Jesus. Se o rejeitarmos, por mais que pensemos e falemos sobre espiritualidade, não agradeceremos ao Senhor. Nas minhas caminhadas pela comunidade em que moro encontrei-me com um senhor a quem compartilhei a mensagem do Evangelho. Certa vez ele me disse que cria em Deus e o honrava, mas rejeitava o Filho. “É impossível”, respondi. Jesus é a expressão máxima da revelação do amor de Deus a todos aqueles que crêem. É por isso que quando adoramos a Jesus estamos honrando a Deus. Os profetas do Antigo Testamento tentaram de muitas maneiras explicar o amor divino. Todavia, muitas pessoas nunca deram importância às suas mensagens. Então, Deus resolveu aparecer onde estamos. Quando entendermos que Jesus é a prova do amor de Deus, que veio buscar aqueles que vivem sem Ele, iremos honrá-lo sempre. – JG

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Perigo!

…tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé (Hebreus 12:2). É nas pequenas coisas que estamos sujeitos aos maiores pecados. Às vezes basta o sucesso do nosso próximo para alimentarmos inveja. Foi o que aconteceu com Caim, que acabou matando seu irmão só porque Deus aceitara a oferta deste e rejeitou a sua (Gênesis 4). Mesmo nas igrejas podemos observar isso, mas dificilmente nos enxergaremos como sendo um Caim ou um Saul, de cuja inveja lemos hoje. Viram que perigo! O amor fraterno produz o contrário. Livra-nos da ganância pelas coisas materiais e leva-nos a beneficiar ao próximo. Desperta em nós alegria com o sucesso do próximo, e nem notamos que, com essa atitude, nos tornamos sócios de Deus! Jônatas, de quem também lemos hoje, tornou-se um símbolo de lealdade humana sem ter essa intenção. Já Saul gastava tempo e energia alimentando sua inveja enquanto Davi se ocupava com as guerras do Senhor. A partir daí, sua vida só foi ladeira abaixo. Davi também era pecador, mas quando errava, na alimentava o seu pecado. Não permitiu que este o impedisse de servir ao Senhor, mas arrependia-se e tratava de obter o perdão de Deus assim que se dava conta dos males que cometia. O adágio “faz a fama e deita na cama” tem levado muitos ao fracasso. Davi não se acomodou com o sucesso que teve diante de Saul, mas usou sua posição privilegiada para ser útil para Deus e o próximo. É a receita de vida para o cristão: quando descobre que pela cruz de Cristo ele alcança a paz com Deus, tornar-se um servo dinâmico do Senhor. Ele não trabalha para que Deus o aceite, mas por gratidão porque já foi aceito por Deus – de graça. O perigo que corremos é perder de vista o Senhor de quem tudo recebemos e, em vez disso, passarmos a olhar em torno medindo-nos por aquilo que os outros são e fazem. Com isso perdemos o rumo e também o contato com a fonte de força, paz e alegria, que só encontramos no próprio Deus. – MJT