terça-feira, 30 de outubro de 2012

Como são felizes os que em ti encontram sua força, e os que são peregrinos de coração! (Salmos 84:5). A carta à igreja de Esmirna ensina que os cristãos devem perseverar sempre. Aquela igreja cristã estava sendo pressionada por muitos poderes com o objetivo de destruí-la. Era uma caminhada muito difícil, mas os cristãos não tinham outra alternativa senão continuar seguindo ao Senhor Jesus, perseguindo e permanecendo alegres, olhando para o futuro, apesar das grandes ameaças. Estavam sendo desafiados a perseverar, com a esperança real e concreta, no meio de uma sociedade corrompida, até que recebessem o prêmio reservado somente os fiéis, que não param na caminhada da vida cristã. Quando João escreveu o livro do Apocalipse, Esmirna era uma cidade muito importante na Ásia Menor. Situada a pouca distância de Éfeso, era muito rica e linda, e por isso chamada de “Glória da Ásia”. Existiam ali vários templos pagãos. Os cristãos estavam rodeados de adoração pagã, pressionados pelo comércio exagerado e coagidos a adorar o imperador romano. A lei conhecida como PAC Romana exigia que todos os cidadãos do Império se curvassem diante de sua imagem. Esmirna foi a primeira cidade a obedecer a essa lei. Nessa situação a igreja recebe esta carta de Jesus, com uma mensagem encorajadora. Jesus lhe diz saber como ela vivia numa sociedade que amaldiçoava os que criam num Deus vivo e verdadeiro. Se ela perseverasse, contudo, receberia a coroa da vida. Podemos fazer um paralelo entre a situação da cidade de Esmirna e a de nossos dias. Vivemos numa sociedade corrompida. Os templos aos deuses pagãos estão nas passeatas, no consumismo exagerado e até mesmo dentro de nossas casas. A mensagem dirigida aos cristãos pelo Espírito orienta-os a perseverar sem curvar-se diante desses deuses. – JG

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Senhor é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento (Provérbios 2:6). Quantas pessoas estudam tanto e sabem tão pouco! Seu conhecimento consiste no acúmulo de fatos acerca do ser humano, do universo e das filosofias, mas não possuem a verdadeira sabedoria, dada por Deus (veja o versículo em destaque). Certo pregador contou a história de um homem que fez uma longa viagem para entrevistar uma pessoa erudita e famosa. Por meio de muitas fontes ficou sabendo da vasta erudição daquele sábio. Enfim, sentado diante de tal celebridade, disse: - Doutor, vim de longe para fazer-lhe uma pergunta. Observo que as estantes de seu gabinete estão cobertas de livros. Suponho que o senhor tenha lido todos e sei que escreveu vários deles. Também soube que viajou pelo mundo inteiro, conhecendo os homens mais sábios, guias do pensamento e criadores de teorias. Diga-me, por favor: baseado nos anos gastos no estudo de tantas ciências e nas experiências adquiridas, qual o conhecimento que tem verdadeiro valor? O sábio ficou comovido. Tornando as mãos do interlocutor gentilmente entre as suas, disse-lhe: - Meu caro amigo, aprendi duas lições mais elevadas que todos os conhecimentos que acumulei. A primeira é que sou pecador, ou seja, desagrado a Deus constantemente; a segunda, que Cristo é o único caminho para um relacionamento com Deus e a vida eterna com Ele. Na compreensão desses dois fatos, aplicados à minha própria experiência, repousam toda a minha felicidade e todas as minhas esperanças. Eis aí um homem verdadeiramente sábio. Ele compreendeu que de nada adianta acumular conhecimentos se não conhecermos a Deus e não tivermos um relacionamento com Ele por meio de Jesus Cristo. Sabedoria verdadeira é entregar a vida a Deus e tê-lo como Senhor. – MM

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Confiem para sempre no Senhor, pois o Senhor, somente o Senhor, é a Rocha eterna (Isaías 26:4). Certos fatos da minha infância ficaram marcados na minha memória. Quando me lembro deles, um sorriso automaticamente surge em meu rosto. Sábado era dia de irmos até o centro da cidade para passear e comprar suprimentos para a casa. Como eu era muito pequena, quase sempre estava no colo do meu pai, mas como toda criança queria caminhar! Ao atravessar a rua ou desviar de algum obstáculo, as mãos do meu pai seguravam as minhas com mais firmeza ou ele me colocava em seu colo novamente. Eu não tinha noção dos perigos durante o percurso, apenas caminhava segurava olhando para todos os lados, pois naquelas mãos eu confiava plenamente. Como era gostoso sentir o calor das mãos do meu pai envolvendo as minhas tão pequenas. O tempo passou já não sou mais criança, mas essa cena da minha infância gerou um aprendizado para toda a minha vida! Existe alguém que nos ama mais do que qualquer ser humano. Uma pessoa tão especial que deseja caminhar conosco pelas estradas da vida, segurando nossa mão ou nos carregando em seus braços de amor. Ele deseja que sejamos como criança para nos lançarmos sem medo no seu colo, confiando que ali é nosso lugar seguro, nossa Rocha eterna! Jesus deseja ser o nosso amor maior! Ele nos oferece ajuda, consolo, proteção e vida eterna. Aprenda a confiar naquele que realmente pode guiar você em qualquer situação; descanse em seus braços! Viver com essa segurança – a presença de Deus em nossa vida – faz toda a diferença. Nas lutas do seu dia a dia, nas dores que certas situações trazem ao seu coração, diante das dúvidas e temores, confie nas mãos daquele que pode alcançá-lo em qualquer lugar onde você estiver. Em meio às lágrimas, um sorriso involuntário de criança surgirá em seu rosto! – VP

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Digo-lhes a verdade: Quem não receber o reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele (Lucas 18.17). Jesus sempre surpreendia seus discípulos e surpreende-nos a todo instante quando lemos na Bíblia o registro de algumas de suas atitudes no dia a dia. Esta em relação às crianças é extraordinária. Em uma época e local onde pouco ou quase nenhum valor era dado às crianças, Jesus, indignado (Marcos 10.14) com a atitude de seus discípulos, que procuravam impedir alguns pais de trazerem suas crianças até ele para serem abençoadas, mostra o valor que lhes dá. Ele vai ainda mais longe, não mostra apenas que em matéria de fé elas servem de modelo para os adultos. Fico imaginando como os discípulos ficaram chocados naquele dia. Certamente com boas intenções é que procuravam impedir a aproximação dos pais com as crianças. Creio que na mente deles Jesus era muito importante para gastar tempo abençoando os pequeninos. Para eles o mestre não poderia ser interrompido em sua atividades por causa de algumas pequenas crianças. Mas, que surpresa, Jesus os repreendeu por agirem com tamanha insensatez, mestre que é, aproveitou o ocorrido para ensinar-lhes mais esta lição: só entram no reino de Deus aqueles que o receberem como crianças. Ou seja, não é pela força, sabedoria, ou qualquer outra qualidade de que possamos nos orgulhar que entraremos no reino de Deus, mas pela dependência, receptividade, reconhecimento de fraqueza e confiança completa. Como crianças que confiam em seus pais é que conseguiremos esta graça. Assim, estejamos atentos. Olhemos com cuidado para as crianças, pequenas e indefesas. Jesus tinha tempo para elas e nós também devemos ter. Olhemos para elas com amor e sabedoria. Tratemo-las com carinho, e aprendamos com a confiança singela que praticam o modo certo de confiar em nosso Mestre para a salvação. Autor: Antonio Renato Gusso - Curitiba - PR

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo (João 14.27). No texto que você acabou de ler, João relata que os discípulos de Jesus estavam com medo dos judeus. Seu Mestre tinha sido morto e agora poderia ser a vez deles, por isso estavam reunidos com as portas trancadas. O medo naturalmente faz com que as pessoas busquem proteção. Mas Jesus havia dito que ressuscitaria. Uma mulher viu o túmulo vazio e comunicou o fato aos discípulos (João 20.1-2). Isso pode ter suscitado a reunião. Além do medo, eles ainda poderiam estar com muitas dúvidas sobre o que teria acontecido ao corpo de Jesus. É neste momento de medo e perguntas que Jesus aparece entre eles. Ele cumprira sua promessa de ressurreição. A primeira coisa que ele diz é: "Paz seja com vocês". O fato que chama atenção nesta história é que Jesus não os condena. Na hora da prisão dele, eles fugiram e negaram que o conheciam. Mas Jesus, ao se colocar no meio deles, não pede explicações nem os motivos do abandono. Ele apenas deseja que tenham paz. Não aquela tranquilidade de ter sossego na vida, embora esta também seja importante. Mas a paz que ele dá é de um tipo que o mundo não pode oferecer: a paz do perdão. Este está comprovado nos ferimentos dele. Por isso ele mostra as mãos e o lado e pode também perdoar os discípulos que o abandonaram na hora mais difícil. Desde que a humanidade desobedeceu a Deus e se rebelou contra ele, as pessoas procuram por paz, mas não a encontram fora de Jesus. Elas "se trancam" em si mesmas e em suas casas, têm medo do que poderá acontecer no futuro e também da morte. Mas é nesta hora que Jesus vem ao seu encontro, não para condená-las, mas para tirar o medo e dar a paz. Ele oferece seu perdão, um novo relacionamento com Deus e uma nova vida com ele. Você já teve este encontro com Jesus? Autor: Vanderlei Schach - Nova Ramada - RS

domingo, 14 de outubro de 2012

O rei deu ordens, e eles trouxeram Daniel e o jogaram na cova dos leões. O rei, porém, disse a Daniel: “Que o seu Deus, a quem você serve continuamente, o livre” (Dani el 6:16). Muitas são as coisas que podem levar pessoas a criar planos maldosos. Neste caso, contra Daniel, a inveja de certos indivíduos que queriam poder levou-os a conspirar contra a vida de alguém que lhes era próximo e até mesmo trabalhava com eles. Assim, armaram um ardiloso plano para incriminá-lo e levá-lo à morte. O plano buscava fazer com que Daniel se tornasse infiel a Deus. No episódio deste capitulo é possível que ele já fosse um homem idoso e, mesmo assim depois de uma convivência prolongada, os homens que tentaram arruiná-lo não achavam erros nele: Daniel era totalmente íntegro, por isso foi necessário forçar uma situação. Mesmo sendo incriminado por sua atitude, Daniel não abriu mão de seguir seus princípios e continuar buscando seu Senhor. Embora essa decisão o levasse a uma cova cheia de leões, nada o fez mudar, pois ele confiava em que Deus continuava no controle daquela situação. Não deixa de haver alguma ironia no milagre que protegeu Daniel naquela cova de animais ferozes contra as feras humanas que conspiraram contra ele, para depois continuar prosperando como um dos administradores de Dario. A grande questão e diferença é que, além dos leões, Daniel tinha a companhia de Deus, aquele que possui autoridade sobre tudo e todos. O texto bíblico mostra que Deus zela por aqueles que lhe são fiéis e, ainda que os inimigos pareçam poderosos, Deus é soberano sobre todos eles. A fidelidade de Daniel ao Senhor foi importante, mas o que fez diferença mesmo foi a fidelidade de Deus ao seu servo. Sem depender da nossa fidelidade, o Senhor a honra com a sua, que é infinitivamente superior. O Senhor jamais esquece os seus. Mesmo que você esteja numa cova, Ele estará com você.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem! (Mateus 7.11) Num dia desses fiquei observando um sabiá com seu filhote. Ele revirava as folhas à sua frente com agilidade e força impressionantes. O filhote estava faminto e por isso era necessário achar comida. Ao revirar as folhas, foram aparecendo alguns pequenos insetos, que o sabiá engoliu. Mas de repente ele se pôs a bicar o chão com mais força e apareceu uma minhoca gorda. Essa ele não comeu, mas a serviu ao seu filhote. Outras minhocas apareceram, mas ele comeu apenas as pequeninas; as maiores e mais bonitas ele dava ao filhote. Refletindo sobre esta cena me vieram à mente as palavras de Jesus que você acabou de ler no versículo destacado. Tenho dois filhos e tento dar boas coisas a eles. Apesar de ser pecador e errar em alguns momentos, esforço-me para não lhes fazer mal ou lhes dar algo que seja ruim. Não lhes dou pedra quando pedem pão. Não lhes dou um tapa quando querem carinho. E de fato é assim; nós sabemos dar boas coisas aos nossos filhos. Muitas vezes agimos como o sabiá e ficamos com o inferior para que eles recebam o melhor. Jesus faz muito mais. Ele nos dá coisas ainda melhores. Em sua palavra ele nos dá a garantia de que tudo aquilo que precisamos para nossa vida não nos faltará. Muitas vezes duvidamos da sua bondade, até mesmo achando que ele não é justo e que aquilo que nos dá não é bom. Vamos olhar para o que fez por nós. Ele morreu a nossa morte. Tomou sobre si o nosso castigo, a nossa rebeldia contra Deus. E se ele fez tudo isso por nós, tenha certeza de que fará também as demais coisas. Ele cuida das aves, das flores do campo e muito mais de nós. E tudo isso ele faz sem pedir algo em troca; tão somente deseja que tenhamos fé nele, e que o busquemos de todo o nosso coração. Se assim procedermos, podemos ter a certeza de que Jesus fará o melhor por nós. Autor: Marcos Passig - Palmitos - SC

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ele abençoou; e não o posso mudar (Números 23.20). Balaque, rei dos moabitas, provavelmente possuía muitos bens e acreditava que poderia tudo, até destruir o povo de Deus. O povo de Deus causava-lhe temor por ter obtido grandes vitórias. Essa é a razão porque Balaque chamou Balaão, um profeta pagão. Balaque tinha convicção de que quem quer que Balaão abençoasse seria abençoado e quem ele amaldiçoasse seria amaldiçoado. Nos costumes dos povos antigos, tanto a bênção como a maldição eram tidas como armas de guerra. Quando Balaque contratou Balaão para amaldiçoar o povo de Deus, queria fazer uso da palavra de Balaão com essa perspectiva. Que ironia! Em Números 23.8 e 20, Balaão declarou que todo o poder vinha do Senhor e ele não podia amaldiçoar aquele que o Senhor já havia abençoado. Balaque buscava amaldiçoar o povo de Israel por questões de poder. Mas ele já sabia (verso 6) que o povo de Israel era mais forte. No entanto, usou de todos os recursos para mudar essa situação. Balaão parece que servia ao Senhor, mas Deus conhecia o seu coração e verdadeiros interesses; quando ele foi ao encontro com Balaque, preocupou-se com as ofertas. Deus, conhecendo tais motivações, colocou um anjo no caminho, interrompendo a viagem e mostrando que Balaão deveria falar somente o que Deus quisesse (22.35). Balaão logo percebeu que não poderia agir contra alguém que Deus protegia. Por isso não precisamos temer aqueles que estão contra nós quando Deus é o nosso protetor. Apenas é preciso confiar que Sua mão será o socorro nos momentos necessários, mesmo que homens tão poderosos como Balaque se levantem em oposição. Ainda que pessoas maldosas queiram nos destruir, se o Senhor estiver ao nosso lado, não conseguirão tal feito. Os planos do inimigo foram frustrados pelo próprio Deus a quem o povo temia. Toda maldade caiu por terra, não diante do poder de Balaque ou das palavras de Balaão, mas diante do Senhor, porque Ele é o todo poderoso. Autor: Marivete Zanoni Kunz - Ijuí - RS